O projeto aborda sistematicamente as obras dos seguintes criadores em atividade:

  • na literatura, António Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares, Herberto Hélder, José Luís Peixoto, Lídia Jorge, Mário de Carvalho, Nuno Júdice e Valter Hugo Mãe;
  • no cinema, Abi Feijó, Gonçalo Tocha, João Botelho, João Canijo, Manoel de Oliveira, Miguel Gomes, Pedro Costa, Teresa Villaverde;
  • na música, Adolfo Luxúria Canibal, Fausto, José Mário Branco, Kalaf, Pedro Ayres de Magalhães, Sérgio Godinho e as múltiplas e moventes bandas que estruturam a cena mainstream e/ ou underground do rock.

Essa opção, ancorada em análises documentais e de conteúdo das obras, é acompanhada por dois outros planos de observação:

  • os discursos críticos difundidos em publicações fundamentais (revista Ler, JL- Jornal de Letras e os suplementos semanais Ípsilon e Atual);
  • e a observação etnográfica de encontros e festivais que suscitam um tipo particularmente relevante de interação entre obras, desempenhos e receções (Correntes d’Escritas, DocLisboa, IndieLisboa, Cinanima, Curtas de Vila do Conde, Optimus Alive, EDP Paredes de Coura e Optimus Primavera Sound).

A metodologia é de natureza intensiva com recurso a procedimentos que possibilitam a confluência das análises específicas (dos domínios, dos criadores, das obras, dos críticos, dos públicos) para a análise ca cultura portuguesa contemporânea sob o prisma da tensão entre identidade e transformação social.